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A arte de viver uma tragicomédia

A arte de viver uma tragicomédia

Tempo... esse bem tão precioso...

Boa noite a quem está desse lado.

Uma das coisas que mais prazer me tem dado é passear a cadela. É um momento de paz, sem olhadelas para o telemóvel, sem telefonemas... só eu e ela. A minha atenção vai toda para ela, para o passeio dela, para aqueles olhinhos redondinhos a olharem para mim, a pedir biscoito quando faz uma coisa bem, a cheirar tudo, ao seu ritmo, sempre nas calmas, nunca apressando, seja lá o que for que está à espera. Naquele momento, só interessa ela. É velhinha e já dei por mim a perguntar-me como vai ser sem aqueles momentos de passeio. Uma vez, quando passámos a entrada de casa, disse-lhe: "Meu pedacinho de saúde mental." Aquele momento é precioso, é puro. Tenho tempo para pensar, para ouvir os sons da rua, para olhar os prédios em volta, para observar o que me rodeia, sem pressas, tempo para estar para ela, que é a única protagonista daquele momento. 

Por causa disto, tenho pensado na forma como passo o tempo. 

Não sei quantas décadas ainda vou andar por cá, mas já vivi algumas para saber que o tempo é dos bens mais preciosos que temos e é um dos que mais desperdiçamos. Desculpem lá o lugar-comum, mas não quero saber... Decidi, portanto, que devo retomar as rédeas do meu tempo nas minhas mãos. 

Tenho a sorte de decidir o que fazer com o meu tempo, fora das obrigações normais da vida de um ser humano inserido numa comunidade. Posso jantar ou não jantar, posso ler ou não ler, posso ver televisão ou não ver televisão, posso sair com amigos ou não sair, posso fazer o que quiser.

Vai daí, decidi passar o tempo em que estou em casa a ouvir música. As notícias são para ver na RTP2, às 21h30. Meia hora de noticiário. Chega perfeitamente. Não quero mais a manipulação das notícias de última hora constantes, com comentários e debates constantes, todos a dizerem a mesma coisa, que canseira tanta gente para tanto comentário e debate.

Esta semana, revi um filme que tinha visto num voo longo de 9 horas: "Ficção Americana". Aconselho.

Posso ver séries, posso ver filmes, posso ouvir música, posso dançar, posso escrever, posso ler... não quero mais passar o tempo a ver notícias e a arrastar para cima as publicações constantes do LinkedIN e do Instagram (com exceção dos cãezinhos e gatinhos).

E agora com licença, que vou dançar na sala.

shutterstock_612963761-scaled.jpg

   Créditos da imagem: shutterstock.com

 

 

(Vamos) falar de pessoas... (2)

Santas tardes, leitores.

Viram ali o título? Era para ser igual ao de um outro texto de 2019 e é para ser a segunda parte. Só que pus 0s parênteses no "Vamos"para dar ênfase ao "Falar". E porquê, perguntam vocês já inquietos? Passemos ao que interessa.

Pessoas que me irritam - parte II

Vamos lá diretos ao assunto: gente que começa as frases no INFINITIVO, esta é para vocês!! Mas que raio??

Na comunicação social (onde mais?) só se vê gente a iniciar frases da seguinte forma:

  • "Começar por cumprimentar fulano-de-tal"
  • "Apresentar os meus parabéns a sicrano"
  • "Cumprimentar os cidadãos"
  • "Antes de mais, explicar o sucedido"

Mas o que é isto?? Esta mania propagou-se em tudo o que é sítio, interveniente e discurso. Já consultei especialistas na matéria, já consultei gramáticas e não encontro resposta para este fenómeno. E, como ninguém questiona nada, toca tudo a fazer o mesmo, porque se todos fazem é porque deve estar certo. Desde o jornalista ao primeiro-minsitro! Vocês tenham mas é santa paciência!

O infinitivo no início da frase tem muito casos em que está correto, por exemplo (e sem recurso a termos técnicos):

  • Explicar o sucedido é prioritário; deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer (ou seja, o verbo tem a função de nome) - portanto 
  • Quebrar em caso de emergência - (ou seja, tem a função de ordem, instrução, podia ser usado o imperativo) - portanto 
  • No caso de chegarmos a acordo, convocamos uma conferência de imprensa (infinitivo pessoal, dependente de uma locução que introduz a ideia de condição, mas não está no início da frase) - portanto 

Se alguém desse lado tiver uma explicação para este fenómeno, por favor, chegue-se à frente. Ajudar-me-ia muito a ultrapassar este ódio de estimação.

Portanto, sim, é uma gente que me irrita. 

Despedir-me de vocês com um abraço.

Elke Vogelsang

   Créditos da imagem: elkevogelsang.com/

 

Teste 1, 2, 3 ...

Olá, meus amores.

Vim testar se ainda sei escrever, não sem antes reler o que ficou para trás e, imagine-se, há dois anos já andava a dizer o mesmo. Dois anos volvidos e eis-me com a mesma problemática: terei já estupidificado o suficiente? Com a mudança de década (minha) que faculdades mentais terei perdido? E por que misterioso motivo a perda de algumas habilidades é proporcional ao ganho de vários quilos? 

Tomei nota de duas ou três coisitas sobre as quais gostaria de escrever e percebi que as mesmas coisas me irritam. Mas nada de desespero: coisas novas mexem com o meu sistema nervoso. A boa notícia é que há muitas mais para as quais me estou totalmente nas tintas. Eu sei, é a idade. Adoro "a idade". 

Maneiras que vinha só aqui ver se ainda sei escrever não-profissional/academicamente.

Já percebi que nem por isso. Por isso vou continuar.

Até já, fãs!

Ah, é verdade: a maior parte destas imagens é da autoria de uma fotógrafa maravilhosa que se dedica à fotografia de animais, sobretudo cães e gatos: https://elkevogelsang.com/

@wieselblitz

Elke Vogelsang

 

Créditos da imagem: https://elkevogelsang.com/

@wieselblitz

Sobre ser-se mediocre.

Não percebo nada de política. Mas mesmo nada. Por isso, pergunto-me se a postura do senhor ministro da educação acerca da mobilização dos professores é uma jogada política brilhante, cujos resultados desejados são, para mentes simples e ignaras como a minha, impossíveis de antecipar, assim como aquelas jogadas de xadrez feitas por profissionais. 

Por isso, estas palavras são de quem não tem nenhuma intenção de fazer uma reflexão complexa ou visionária sobre a forma como ele está a lidar com a questão.

Neste momento, em que o governo está para lá de descredibilizado, do qual já ninguém espera nada, não seria mais prudente o senhor ministro mostrar vontade de dialogar, mostrar compreensão, aceitar que é preciso repensar a educação em Portugal, em vez de tentar encontrar ilegalidades ou inconsistências num movimento de profissionais sacrificados há décadas para tentar depreciar a luta dos professores? Quer dizer, eu compreendo que não queiram trair o Mário Nogueira e a FENPROF, que há tantos anos joga à sardinha com os sucessivos governos, mas convenhamos: era agora que a coragem, o sentido de missão e de serviço público...

ahahahahahahahahahahahahah...

desculpem... 

ahahahahahaaaaaaaaaaaaaahahahahahah....

ai, ai...

desculpem, não consegui conter o riso...

Bem, dizia eu, era agora que deixavam de ser mediocres por um bocadinho, não pelo bem comum (não se pode pedir tanto) mas para recuperar alguma credibilidade junto da população, para reencontrarmos alguma estabilidade emocional quando pensamos no governo. Porque nesse bocadinho talvez os professores conseguissem alguma coisa. 

Eu sei que faz espécie ao senhor ministro um tipo qualquer de um sindicatozito qualquer mobilizar tanta gente, de forma tão autêntica. Mas a verdade é que o fez, a verdade é que, por muito que queiram alardear a ilegalidade de tudo isto, a educação está de rastos, os professores são sacrificados e as reivindicações são autênticas. O senhor ministro fazia melhor figura a colocar-se menos no lugar de político amuado e mais no de governante com vontade de ir ao encontro desta gente e de ficar na história do país como alguém que virou a página do sistema educativo, para melhor, sem se preocupar com a máquina partidária que o criou e a que pertence. Ele e o senhor primeiro, também. Assim, a fazer de conta que é de forma altruísta, mesmo, ´tão a ver?

Não polarizemos a educação, já agora. É que os extremos são oportunistas e veem nestas coisas o momento apropriado para se fazerem de melhores amigos da malta. E, pelo que vi, já "andem" aí.

 

Capture.JPG

Créditos da imagem: https://www.cafepress.com/+pretend_dog,263249187

Sobre ficar-se estúpido...

Olá, meus fofos e minhas fofas!!

Desculpem este excesso de confiança, mas tenho tantas saudades vossas como, tenho a certeza, vocês têm minhas!

Isto partindo do princípio que alguém ainda lê ou escreve em blogues. Seja como for, eu sei que vocês, ainda que imaginários (à excessão desses valentes 4 subscritores que, de resto, estão no quadro de honra), são meus fiéis leitores e já estavam a estranhar tamanha ausência.

Tinha coisas para dizer, mas esqueci-me. Pois é. Ao ler as publicações anteriores, e após um afastamento de dois anos, apercebi-me de duas coisas: a primeira é que me tornei um ser estúpido. Enfim, não se pode dizer que a inteligência era uma grande qualidade de que dispunha, mas, vá, ainda sabia escrever mais ou menos. Agora, percebo que já nem escrever em condições sei. E o pior é que escrever bem é essencial à minha profissão... 

A segunda coisa de que me apercebi é que dois anos volvidos e a memória está um caco. Vinha eu com tanta alegria postar coisas (porque tenho uma vida tão interessante) e eis que se me varrem todas as ideias, sem mais. Há quem diga que não é a idade (ceeeeeeeeeerto), mas o excesso de informação e de tantas fontes em simultâneo, que, na verdade, não nos permitem concentrarmo-nos o suficiente no que precisamos. Há quem diga... pois, Não há quem diga, não. Eu é que digo, para arranjar desculpas!!

E outra coisa de que me apercebi (o que só vem consolidar a ideia de que estupidifiquei... já não sei contar, pois eram só duas as coisas de que me tinha apercebido) é que fiquei pitosga! Então, hoje, em modo de trabalho remoto, recebi o desafio de um amigo para terminar o trabalho mais cedo e ir apanhar sol. Declinei, por ter muito trabalho e ser uma pessoa tãããããão responsável.E, pior, neguei à minha mãe a minha companhia para acompanhá-la ao veterinário com a sua gata. Para quê? Para FICAR A TRABALHAR!! E o que é que aconteceu? Deixei de conseguir ver os documentos no computador em condições por ter dificuldade em focar as letras! E o que é que eu decidi fazer? Vir escrever no blogue. Que está onde?? No computador. Que quê? Que eu não consigo ver em condições!! 

Por favor, alguém me dê um tabefe! Mas com uma tortilha, que é para ser trendy...

Bem, vou ali aviar a receita dos óculos. 

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Créditos da imagem: https://elkevogelsang.com/

Instagram: @wieselblitz 

 

3, 2, 1... Olha, está tudo na mesma...

Olá, meus filhos.

Escrevo-vos com o estado de espírito de quem desejava muito que houvesse festas de passagem de ano nas principais praças das cidades. Por vários motivos. Mas, neste preciso momento, o motivo é egoísta: é que os vizinhos trouxeram a festa para dentro de casa. Ou seja, estou a ouvir a música forró da vizinha DO PRÉDIO DO LADO!!!! Sim, sim, prédio do lado. E mais: de um andar diferente do meu!

Portanto, imaginem, não é? Já ouvi "vamo levantá a poeira do terreiro" 50 vezes e ainda estamos a quase 3 horas da meia-noite... De facto, pessoas não são a minha espécie favorita... 

Mas bom, vamos ao que interessa. Passagem de ano, hã? Mais uma, pois é... Mas esta é especial, não é, oram digam lá...

Tenho a certeza de que ninguém está convencido de que tudo muda com o virar do último segundo de 2020. Até mesmo porque nada do que está a acontecer se circunscreve aos limites do tempo que o ser humano inventou. Mas precisamos da esperança, certo? Por isso, não desesperem quando, em janeiro, fevereiro, março, etc de 2021, estiver tudo rigorosamente igual a dezembro de 2020. Vamos precisar de muita paciência. A boa notícia, acho, é que nós temos uma capacidade de adaptação extraordinária e vamos conseguir ultrapassar isto de forma absolutamente engenhosa.E não é por causa da vacina.

Coragem a quem trabalha sem rede de segurança: no turismo, na retauração, nas artes e em tantas outras áreas... porque devem estar a viver os piores momentos das suas vidas. Que 2021 seja, de facto, o ano da mudança para melhor. 

 

Happy dog.jpg

 

Uma nova vida

Pois é, meus filhos. 

Graças ao Covid, perdi o emprego. Não é tão bom? 

Depois de anos de precariedade, finalmente a endireitar a vida, com uma promoção e um aumento de salário em pouco mais de um ano e PUMBA! Toma lá um vírus que vai dar cabo disso tudo. Cheguei a pensar que era o universo a dizer-me "nã, nã, nã, nã. Aonde achas que vais?? Achavas mesmo que isto da estabilidade e da progressão eram para ti??? Muahahaha  Esquece!" 

Só que não tenho um umbigo assim tão grande. Afinal de contas, isto é uma situação séria, que tirou muito a muitas pessoas, incluindo a vida. Mas, foge, que parecia pessoal, parecia...

É por isso que, lamento muito, mas isso do "Vamos todos ficar bem" foi e é uma grande treta. Ficam bem os que não perderam familiares, a saúde, os empregos ou os rendimentos. Não vamos todos ficar bem. Não estamos todos bem. Vamos, muitos de nós, ter de recomeçar, como se nunca nos tivéssemos levantado. Só que, mal nos levantámos, tornámos a cair.

Enfim, era só para dizer isto.

Tende umas santas noites.

https_%2F%2Fblueprint-api-production.s3.amazonaws.

 

 

 

Vamos falar de pessoas

Lendo este blogue, percebo que o uso para destilar algumas irritações. Pelos vistos, a irritação é inspiradora, portanto, cá vais mais disto.

Vamos falar de pessoas.

 

Pessoas que me irritam - parte I

 

Pessoas que começam frases com "Eu sou sincero/a". Uma pessoa que não é capaz de dar uma opinião sem antes fazer esta advertência é merecedora do meu desprezo, assim, logo à partida. Isto porque abre imediatamente a porta à alternativa, a de não ser sincero/a. É inevitável. Se eu concedo o meu tempo para trocar ideias com alguém, parto do princípio que a pessoa é sincera, porque não perco tempo a trocar impressões com aldrabões. 

Outro tipo de pessoas que me chateiam são as que usam o termo "amigo do seu amigo". Ser amigo já pressupõe uma certa reciprocidade, certo? Ou, pelo menos, a expetativa da mesma. Se eu sou amigo, tem de ser para um amigo. É o mesmo que dizer "é uma mãe para os seus filhos". Digam "é amigo" ou "é um bom amigo". Ponto. 

Depois há aquelas pessoas que adoram dizer "chegar a bom porto". " Bom porto" é uma expressão que me irrita. Confesso que não sei bem porquê, mas acho-a um bocadinho rebuscada, daquelas que se usam quando não se tem nada melhor para se dizer. Ou então, por ser tão sonoramente fechada. Acho que uma expressão positiva deve dar para gritar e ser-se ouvido, deve ter sílabas mais abertas. "Bom porto" é parvo...

Ou seja, alguém que pronuncie a frase " Eu sou sincero, eu acho que o João é um gajo porreiro, amigo do seu amigo, consegue que algumas coisas cheguem a bom porto, mas chega todos os dias atrasado" não pode ser meu amigo.

 

Pessoas de que gosto - parte I

 

Gosto muito, mesmo muito de pessoas que me ignoram no metro, sobretudo de manhã. Adoro que finjam que não me veem porque, como eu, querem ter o seu momento sem conversas antes de chegar ao trabalho. Adoro que me deixem em paz e que queiram ser deixadas em paz e que não queiram conversa de circunstância naqueles últimos minutos que temos só para nós. Uma das minhas pessoas preferidas , uma vez, viu-me no metro veio-me cumprimentar e foi sentar-se noutro sítio a ler. Disse mesmo "vou para ali". Deixou-me tão feliz... 

https_%2F%2Fblueprint-api-production.s3.amazonaws.

 

É domingo. E depois?!?!?

Em condições habituais, a esta hora, já estaria a pré-stressar com a segunda-feira. Já teria a roupa e os sapatos prontos para amanhã de manhã, já teria a pasta com tudo pronto lá metido dentro, a fazer a contagem decrescente para o fim do tão curto fim-de-semana. Já estaria com o jantar ao lume, a televisão nas notícias, o espírito preparado. Portanto, uma pré-segunda-feira.

Mas hoje não. Hoje decidi que o tempo é meu e faço dele o que eu quiser. Segunda-feira é amanhã, não hoje. Que se lixe a segunda-feira!!

Por isso, desci à rua às 7h da tarde, altura habitual de estar a preparar o primeiro dia da semana, fui tomar um cafezinho nas calmas, dei uma volta por uma loja de decoração que há aqui na rua e voltei calmamente para casa. 

Servi-me de um copo de vinho tinto e liguei o rádio (sim, isso mesmo), na Smooth FM. Maravilha. E se dormir 3 horas, não quero saber. Vou curtir o meu domingo, porque esta mania de começar a preparar a semana antes de ela começar ou é burrice ou é auto-assédio laboral.

Não. Nunca mais. Hoje o dia ainda é meu! Amanhã logo se vê!

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